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Mostrando postagens de abril, 2018

A moldura como metáfora do eu

Foto National Gallery em Londres Como construir uma identidade, ou que tipo de identidade estamos construindo na atualidade? Essa pergunta me bateu enquanto andava por uma exposição no MAM e via obras que não se enquadravam em um estilo determinado, não tinham bordas determinadas e pareciam se espalhar pelo interior museu. Que tipo de pessoa é o destinatário desta obra? Que tipo de identidade estes artistas possuem? Acredito que existir sem bordas definidas é o desafio que a arte assumiu, mas viver sem bordas é algo muito perturbador para o sofredor anônimo, afinal, nada é mais reconfortante do que se enquadrar em algum CID, ter um TOC ou síndrome do pânico para chamar de seu. As dificuldades enfrentadas pelo individuo para se encontrar num mundo caótico parece refletir a dificuldade de estabelecer uma relação segura entre um "dentro e fora", ou seja, de construir para si uma moldura estável e definida. Por essa razão, achei muito rica a maneira como Lorenzo Mammì con...