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Mostrando postagens de janeiro, 2018

Comunicação não violenta - como falar de si sem ser atropelado(parte I)

         Cena do filme Amor no Divã           Você já teve um sonho em que não conseguia falar? Algo terrível se aproxima e não conseguimos gritar, abrimos a boca em vão, nos debatemos e acordamos esbaforidos - ufa, foi apenas um sonho!                Não conseguir falar é um pesadelo, ter algo a dizer e não poder é sufocante. Acontece que nosso dia a dia acaba comportando várias pressões sob a fachada plácida da rotina e acabamos nos acostumando, chegando ao ponto de trocar a verdade de nossos afetos em prol de um consentimento forçado - e ainda somos recompensados por isso. Um dos reflexos de nossas jornadas de trabalho e imperativos de convivência corporativa é o desenvolvimento de uma habilidade de "apneia comunicativa" no qual o individuo aprende a não se manifestar genuinamente por longos períodos de tempo, se calando em prol de um ambiente agradável com a chefia e pares. Aprender...

Começando os trabalhos

Cena da animação As aventuras de Robinson Crusoé         Por que psicanálise? Por que trabalhar com saúde mental? Por que eu escolhi ser um psicanalista? Essas são perguntas que normalmente aparecem e gostaria de usar este espaço para me apresentar e lhes contar as histórias que me trouxeram até aqui.        A contemporaneidade é algo que me encanta e assombra desde sempre e acredito que minha disposição para o atendimento psicanalítico é parte dessa jornada de busca por respostas, tanto pelas leituras e estudos, quanto pela conversa com pessoas de diferentes mundos e contextos. Nesse percurso, sempre marcado por curvas e mudanças, nunca abri mão de conversar e me inspirar pelas histórias que as pessoas tinham sobre a vida. Enquanto estudava filosofia, não conseguia simpatizar pelo espaço acadêmico e seus debates herméticos. Não fazia questão de me incluir nesse ambiente e assim fui, meio sem querer querendo, me aproximando de autores e ...